Como usar negrito e itálico no LinkedIn

Neste guia
  1. Onde o LinkedIn tem negrito e itálico
  2. Como usar negrito e itálico em artigos e newsletters
  3. E nos posts? Como funcionam os geradores de negrito
  4. Os problemas do negrito de gerador
  5. Se for usar, use com cuidado
  6. Como destacar sem negrito
  7. Erros comuns

Você vê posts no LinkedIn com palavras em negrito ou em itálico e procura o botão para fazer igual. Não acha. A explicação é simples: na maior parte do LinkedIn, esse botão não existe, e o que você está vendo nem sempre é negrito de verdade.

Este guia mostra onde a formatação existe de fato, como funcionam os geradores de texto usados nos posts e o que eles podem custar para quem lê e para quem quer ser encontrado.

Onde o LinkedIn tem negrito e itálico

A formatação depende de onde você está escrevendo:

Onde você escreveTem negrito e itálico?Observação
ArtigoSimEditor completo, com barra de formatação
NewsletterSimUsa o mesmo editor dos artigos
Publicação comum (post)NãoTexto simples, quebras de linha e mídia
Comentários e mensagensNãoTexto simples
Título do perfil, Sobre e experiênciasNãoTexto simples

Se o LinkedIn passar a oferecer formatação em algum desses campos, use a ferramenta da própria plataforma. Ela sempre é melhor que qualquer truque, pelos motivos que você vai ver abaixo.

Como usar negrito e itálico em artigos e newsletters

O editor de artigos é o lugar certo para texto formatado. A página oficial do LinkedIn sobre artigos para páginas diz que dá para ajustar tamanho, estilo e formatação do texto e inserir links, vídeos, imagens, citações e trechos de código.

  1. No computador, abra a caixa de publicação do Início e clique em Escrever artigo.
  2. Escreva o texto normalmente.
  3. Selecione a palavra ou o trecho que quer destacar.
  4. Clique em B para negrito ou em I para itálico, na barra de formatação.
  5. Para criar subtítulos, selecione a linha e escolha o estilo de título na mesma barra.

Os atalhos de teclado comuns dos editores de texto também costumam funcionar: Ctrl+B para negrito e Ctrl+I para itálico no Windows, Cmd+B e Cmd+I no Mac.

Na newsletter, o caminho é o mesmo: a newsletter é uma sequência de artigos com assinantes, criada a partir do próprio editor de artigos.

O editor completo funciona melhor no computador. No celular, as opções podem ser mais limitadas.

E nos posts? Como funcionam os geradores de negrito

Os posts com palavras “em negrito” que você vê no feed quase sempre foram feitos com geradores de texto. Você digita a frase num site, ele devolve uma versão “em negrito” e você cola no LinkedIn.

O detalhe é que esse texto não está em negrito. O gerador troca cada letra por outro caractere, de um bloco do Unicode (o padrão que define os caracteres usados em computadores) criado para fórmulas matemáticas. Visualmente parece a mesma letra, mais grossa ou inclinada. Para o computador, é outro símbolo.

O próprio relatório técnico do Unicode sobre matemática diz que esses caracteres foram feitos para notação matemática e técnica, e não para texto comum.

Os problemas do negrito de gerador

ProblemaO que acontece na prática
Leitores de telaProgramas usados por pessoas cegas ou com baixa visão costumam pular esses símbolos ou ler um por um, como símbolos matemáticos. A frase destacada, justamente a mais importante, se perde.
BuscaA busca trata esses símbolos como caracteres diferentes das letras comuns. Uma palavra escrita assim pode não ser encontrada por quem procura por ela.
ExibiçãoOs símbolos podem aparecer de jeitos diferentes conforme o aparelho. Em sistemas antigos, viram quadrados ou pontos de interrogação.
LeituraMuitas palavras destacadas cansam e tiram a força do destaque.

O problema da busca pesa mais no perfil. Se você escreve seu cargo no título do perfil com letras de gerador, o recrutador que procura “analista financeiro” pode não encontrar você. Veja exemplos de headline que funcionam só com texto comum.

Se for usar, use com cuidado

Muita gente continua usando o negrito de gerador nos posts. Se você decidir usar, siga estas regras para reduzir o estrago:

  1. Uma ou duas palavras por post, no máximo. Nunca frases inteiras nem parágrafos.
  2. Nunca em palavras-chave. Cargo, área, nome de empresa, nome de produto e termos pelos quais você quer ser encontrado ficam sempre em texto comum.
  3. Nunca em informação essencial. Datas, preços, links e chamadas para ação ficam em texto comum, para todo mundo conseguir ler.
  4. Nunca no perfil. Título, Sobre e experiências ficam em texto comum.
  5. Confira no celular antes de publicar, para ver se os símbolos aparecem direito.

Como destacar sem negrito

Dá para chamar atenção para o que importa sem mexer nas letras:

  • Abra o post com a frase principal. É ela que aparece no feed antes do “ver mais”.
  • Use linha em branco. Uma frase sozinha, entre duas linhas em branco, ganha destaque natural.
  • Faça listas curtas com números ou com hífen no começo de cada item.
  • Escreva parágrafos de uma a três linhas. Texto corrido é o que mais afasta o leitor.
  • Termine com uma pergunta específica para puxar conversa.

Exemplo de post destacado só com espaço e ordem (adapte):

Errei por 3 anos no LinkedIn sem perceber.

Eu publicava textos longos, sem respiro, e ninguém lia até o fim.

O que mudei:
1. A primeira linha diz o assunto.
2. Cada parágrafo tem uma ideia só.
3. O post termina com uma pergunta.

Você também já reescreveu um post por causa disso?

Se o conteúdo pede mais estrutura, com subtítulos e destaques, ele provavelmente funciona melhor como artigo do que como post. O guia de produção de conteúdo para LinkedIn ajuda a escolher o formato certo para cada ideia.

Erros comuns

  • Procurar o botão de negrito no post. Ele não existe na publicação comum. Se o conteúdo precisa de formatação, use um artigo.
  • Escrever o post inteiro com letras de gerador. Fica ilegível para leitores de tela e invisível para a busca.
  • Colocar o cargo em negrito de gerador no perfil. Você some das buscas por esse cargo.
  • Destacar tudo. Quando tudo está em destaque, nada está.
  • Usar outras “fontes” de gerador, como letras cursivas ou com contorno. Têm os mesmos problemas, às vezes piores.

Perguntas frequentes

Dá para colocar negrito em post do LinkedIn?

Não com uma ferramenta própria: o campo de publicação comum não tem botão de negrito. O que circula são geradores que trocam as letras por símbolos parecidos, com problemas de acessibilidade e de busca.

Onde o LinkedIn tem negrito de verdade?

No editor de artigos e de newsletters. Ali você seleciona o trecho e usa a barra de formatação, que também traz subtítulos, listas, links e imagens.

Posso usar negrito no título do perfil ou no Sobre?

Esses campos não têm formatação. Usar letras de gerador ali é má ideia: a busca do LinkedIn e a do Google não reconhecem esses símbolos como as letras comuns, e quem procura seu cargo pode não encontrar você.

O texto em negrito de gerador aparece igual para todo mundo?

Nem sempre. Esses símbolos podem aparecer diferente de um aparelho para outro, e em sistemas antigos podem virar quadrados ou pontos de interrogação.

Como destacar uma frase no post sem negrito?

Coloque a frase sozinha numa linha, com uma linha em branco antes e depois. A abertura do post, as listas curtas e uma pergunta no fim fazem mais pela leitura do que o negrito.

Termos citados neste guia

Fontes

Adriano Cruz

Especialista em SEO e tecnologia, fundador da Otseiword. Escreve e revisa os guias do linkedin.blog.br com base na documentação oficial do LinkedIn e em testes na própria plataforma.