Quanto custa anunciar no LinkedIn

Neste guia
  1. A resposta curta: o preço sai de um leilão
  2. Orçamento mínimo oficial
  3. Pelo que você paga: clique, impressão ou envio
  4. Estratégias de lance: quem decide o valor
  5. O lance sugerido e por que ele muda
  6. Como calcular quanto investir
  7. Como o pagamento funciona
  8. O que encarece ou barateia o anúncio
  9. Erros comuns de quem está começando

Quem pesquisa o preço do LinkedIn Ads costuma esperar uma tabela: tanto por mês, tanto por clique. Ela não existe. O LinkedIn vende anúncios em leilão, e o valor final depende de escolhas que você faz na hora de montar a campanha.

Isso não quer dizer que o custo seja um mistério. Há um orçamento mínimo oficial, regras claras sobre pelo que você paga e um jeito simples de calcular quanto investir sem chutar. É o que este guia mostra, com os números conferidos nas páginas oficiais do LinkedIn em novembro de 2026.

A resposta curta: o preço sai de um leilão

Quando você cria uma campanha no Campaign Manager, define um lance. Esse lance disputa com os de outros anunciantes que querem falar com o mesmo público. Segundo o LinkedIn, o custo para vencer o leilão depende do seu lance e de quão disputado é o público que você escolheu.

O leilão também leva em conta a relevância do anúncio. A página oficial de lances diz que, para vencer, você precisa de uma boa pontuação de relevância e de um lance adequado. Na prática, um anúncio que as pessoas clicam e comentam pode ganhar de outro que oferece mais dinheiro.

Por isso duas empresas que anunciam no mesmo dia podem pagar valores bem diferentes. Uma fala com diretores financeiros de grandes empresas, a outra com estudantes de uma cidade pequena. São leilões diferentes.

Orçamento mínimo oficial

Estes são os mínimos publicados pelo LinkedIn, em dólares:

Tipo de orçamentoMínimo
Orçamento diárioUS$ 10 por dia, em qualquer formato
Orçamento total de um conjunto de anúncios novo, ainda não iniciadoUS$ 100
Orçamento total depois que o conjunto começouUS$ 10 multiplicado pelo número de dias programados

O Campaign Manager também sugere um valor diário ao abrir a configuração. Segundo o LinkedIn, anunciantes novos veem US$ 25 por dia como padrão, e anunciantes antigos que usam dólar veem de US$ 50 a US$ 100. Em outras moedas, o padrão é o equivalente a US$ 25. Esses valores são só um ponto de partida: você pode mudar.

Existe ainda o orçamento de campanha, que é opcional. Ele limita o gasto somado de todos os conjuntos de anúncios daquela campanha e ajuda quem tem uma verba fechada para o mês.

Se a sua conta usa real ou outra moeda, o mínimo aparece convertido na tela de configuração. Vale o número que o Campaign Manager mostrar.

Pelo que você paga: clique, impressão ou envio

O LinkedIn cobra pelo resultado ligado ao objetivo que você escolheu, e só quando ele acontece. Com o objetivo de visitas ao site, por exemplo, a cobrança vem quando alguém clica e vai para o seu site.

Os modelos citados nas páginas oficiais são estes:

ModeloComo funcionaQuando costuma ser usado
Custo por clique (CPC)Você paga a cada clique no anúncioCampanhas de ação, como geração de leads e inscrição em eventos
Custo por mil impressões (CPM)Você paga a cada mil vezes que o anúncio apareceCampanhas de reconhecimento de marca
Custo por envio (CPS)Você paga por mensagem entregueMessage Ads, os anúncios que chegam na caixa de mensagens

Os anúncios de texto da coluna lateral podem ser cobrados por clique ou por mil impressões. Para anúncios em vídeo, o sistema também trabalha com custo por visualização.

O que vai ser cobrado depende do objetivo e da estratégia de lance escolhidos. Quanto custa cada clique, impressão ou envio depende do leilão.

Estratégias de lance: quem decide o valor

O LinkedIn oferece três estratégias. As opções que aparecem para você dependem do objetivo da campanha.

EstratégiaQuem define o lancePara quem serve
Entrega máximaO LinkedIn, automaticamenteQuem está começando e quer gastar todo o orçamento buscando o máximo de resultados
Limite de custoO LinkedIn, tentando manter o custo por resultado abaixo do teto que você definiuQuem já sabe quanto pode pagar por resultado
Lance manualVocê, e o lance nunca passa do valor definidoQuem quer controlar o valor de cada lance

O próprio LinkedIn recomenda começar pela entrega máxima. O limite de custo está disponível para os objetivos de reconhecimento da marca, visitas ao site, engajamento, visualizações de vídeo e leads. O lance manual vale para todos os objetivos.

Um alerta da página oficial: com lance baixo demais, você perde leilões e o anúncio quase não aparece. Economizar no lance pode sair caro em resultado.

O lance sugerido e por que ele muda

Na configuração do conjunto de anúncios, o Campaign Manager mostra um lance sugerido, com uma faixa de valores. Esse cálculo usa o público e o orçamento que você definiu. A documentação técnica do LinkedIn mostra que o sistema calcula, para cada público, um lance mínimo, um lance máximo e uma faixa sugerida.

Na prática:

  • mude a segmentação e o lance sugerido muda junto;
  • públicos muito disputados, como cargos de direção em setores concorridos, tendem a pedir lances maiores;
  • os exemplos de valores que aparecem em documentos e tutoriais servem só para aquele público. Não use como média do mercado.

Antes de colocar a campanha no ar, anote o lance sugerido. Ele é a melhor referência de custo que você vai ter para o seu caso.

Como calcular quanto investir

Como não existe preço de tabela, o caminho mais seguro é fazer a conta ao contrário: parta do quanto um cliente vale para você e chegue ao máximo que pode pagar por um contato.

  1. Quanto você ganha com um cliente. Use a margem, não o faturamento.
  2. Quantos contatos viram cliente. Se você não sabe, use o que acontece hoje em outros canais.
  3. Quanto pode pagar por contato. Divida o valor do cliente pelo número de contatos necessários para fechar uma venda.
  4. Quanto dura o teste. Multiplique o orçamento diário pelo número de dias.

Exemplo com números inventados, só para mostrar a conta: um cliente deixa R$ 6.000 de margem e você fecha 1 venda a cada 15 contatos. Cada contato pode custar até R$ 400 para empatar. Se a campanha entregar contatos por bem menos que isso, há espaço para crescer. Se entregar acima, mude público, oferta ou formato antes de aumentar a verba.

Para o teste em si, a conta é simples: com o padrão de US$ 25 por dia que o Campaign Manager sugere a anunciantes novos, 30 dias somam US$ 750. Com o mínimo de US$ 10 por dia, somam US$ 300. Teste curto demais, com verba mínima, costuma não juntar dados suficientes para decidir.

Como o pagamento funciona

Para começar, segundo o LinkedIn, você precisa de uma conta no LinkedIn e de um cartão de crédito. Para Sponsored Content e Sponsored Messaging, também é preciso ter uma página da empresa, que é gratuita.

Pontos que ajudam a controlar o gasto:

  • Você define orçamento diário, total ou os dois, com data de início e de término.
  • A campanha pode ser cancelada a qualquer momento, mesmo antes da data de término.
  • O LinkedIn recomenda orçamento total com distribuição ao longo de todo o período, para o sistema gastar onde há mais chance de resultado.
  • Interações gratuitas não são cobradas. Quando alguém curte ou compartilha o anúncio, a atividade que vem disso na rede é orgânica.

O que encarece ou barateia o anúncio

Com base no que o LinkedIn diz sobre o leilão, estes são os fatores que mais pesam:

FatorEfeito no custo
Público muito disputadoMais anunciantes querem as mesmas pessoas, e o preço para vencer sobe
Anúncio pouco relevanteCom baixa relevância, você precisa de lance maior para vencer
Lance baixo demaisO anúncio perde leilões e a entrega fica fraca
Objetivo erradoVocê paga por cliques quando queria leads, e o custo por contato sobe
Público pequeno demaisA entrega trava e o sistema tem pouco espaço para otimizar

Acompanhe a taxa de cliques dos anúncios. Taxa baixa é sinal de anúncio pouco atraente ou de público desalinhado, e as duas coisas encarecem a campanha.

Se o objetivo for captar contatos, o formulário de leads do próprio LinkedIn permite que a pessoa envie os dados sem sair do LinkedIn, e você não precisa de uma página de cadastro no site.

Erros comuns de quem está começando

  • Procurar um preço médio na internet e usar como verdade. O custo depende do seu público e do seu objetivo. Use o lance sugerido da sua conta.
  • Começar com lance manual muito baixo. O anúncio quase não roda e a conclusão errada é que “o LinkedIn não funciona”.
  • Julgar a campanha em poucos dias. Com verba mínima, o sistema ainda está aprendendo.
  • Não medir o que acontece depois do clique. Sem saber quantos contatos viram cliente, não dá para saber se o custo compensa.
  • Escolher visitas ao site quando o que importa é lead. O sistema entrega o que você pediu.

Para montar a primeira campanha do começo ao fim, com objetivos, formatos e segmentação, siga o guia completo de LinkedIn Ads. Se a ideia é aprender a tocar as campanhas com a própria equipe, veja o roteiro de estudo de LinkedIn Ads.

Perguntas frequentes

Qual o valor mínimo para anunciar no LinkedIn?

O orçamento diário mínimo é de US$ 10, em qualquer formato. Um conjunto de anúncios novo, que ainda não começou, precisa de pelo menos US$ 100 de orçamento total.

Quanto custa um clique no LinkedIn?

Não há valor fixo nem média oficial. O preço sai do leilão e muda conforme o público, o objetivo e a concorrência. Na configuração, o Campaign Manager mostra o lance sugerido para o público que você montou.

Preciso pagar o LinkedIn Ads com cartão de crédito?

A página oficial de primeiros passos diz que, para começar, basta uma conta no LinkedIn e um cartão de crédito.

Posso parar a campanha quando quiser?

Sim. Segundo o LinkedIn, a campanha pode ser cancelada a qualquer momento, mesmo com data de término definida. Você paga só pelo que já foi entregue.

Dá para anunciar no LinkedIn em reais?

A moeda é escolhida quando você cria a conta de anúncios. As páginas oficiais informam os mínimos em dólar e dizem que outras moedas usam valores equivalentes, por isso o número que vale é o que aparece na sua tela.

Termos citados neste guia

Fontes

Adriano Cruz

Especialista em SEO e tecnologia, fundador da Otseiword. Escreve e revisa os guias do linkedin.blog.br com base na documentação oficial do LinkedIn e em testes na própria plataforma.